Porque me disseram que todo poeta é triste.
E eu queria ser feliz.
Não me contaram que felicidade independe da poesia.
Eu voltei para a poesia, mas ela não voltou para mim.
Acho que foi sempre ela meu verdadeiro amor.
Acho que por ela me apaixonei nos primeiros anos.
Quando li em Vinicius sobre o amor.
Ou quando li em Camões sobre a dor.
Talvez tenha sido nos olhos da Capitu.
Ou na pedra de Drummond.
Não sei precisar se na simplicidade de Coralina.
Ou na lua da Cecília.
Acho que foi nas estrelas de Bilac.
Ah não, nunca poderei dizer com certeza!
Sei que foi amor à primeira vista.
Como aqueles que aceleram o coração e inquietam a alma.
Hoje é só amor platônico.
Aqueles que a gente olha de longe com receio de ser rejeitado.
Com medo de dizer algo errado.
Um amor tímido.
Quase sem fôlego.
Mas tão forte e tão vivo.
Que pulsa e vibra e chora.
Alexandra Alves de Oliveira.
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