segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Quando...


Pela tarde caminha silenciosamente, contando os passos, lembranças vão preenchendo o vazio e o silêncio que ficou.
Tudo agora se transformou, nada será como antes, o tempo passará e a saudade será sempre mais intensa.
As cores do mundo vão preenchendo seus olhos e as lágrimas teimam em cair, como se já não tivessem jorrado, como se fosse a primeira vez.
Repete pra si mesmo, a vida continua...incansavelmente... a vida continua.
Mas não encontra um sentido para tudo isso, um balsamo que seja, nenhuma palavra é forte o bastante, porque tudo o que sabe se reduz a nada.
Procura em seu intimo, um motivo, uma razão, mas há tanta dor, tanto medo, que seu coração dilacerado grita e por seus olhos saem pedidos de socorro. Taciturnos, sombrios, como sua alma, como sua dor.
O tempo não curará sua dor. Pobre tempo, superestimado por muitos, subestimados por outros, mas cumprindo sempre seu papel.
O tempo. Aliado? Inimigo?
Ele te mostrará, que toda lágrima seca, que toda dor ameniza, que toda lembrança se transforma, mas não, ele não cura, porque saudade não tem remédio, saudade tem nome, identidade, e as vezes, muitas vezes, saudade é para sempre!

Alexandra Alves de Oliveira

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Amigo.
Palavra indecifrável, por mais primaveras que tenhamos ou mais sabedoria que possamos adquirir, é esta uma palavra por vezes misteriosa, pois requer mais que significados. Requer humanidade e muitas vezes ainda que na forma humana, falta a humanidade que compreende, que é solidária, que divide e que acima de tudo perdoa.
Talvez por isso amigo seja um artigo de luxo, privilegio de poucos, assim como um dom raro.
Talvez por isso os poetas tenham versado sobre amizade, filósofos tenham discutido sobre isso, mas ninguém, absolutamente ninguém conseguiu elucidar o que tem de tão excepcional, de tão incrível no ser que se doa, que fala a verdade ainda que cause dor, porque sabe que a verdade dita na hora certa liberta e dói menos se vinda de um amigo, que defende, ainda que o saiba errado, que ri junto e chora junto.Que é amigo apesar dos pesares e que quando tudo falha ele aparece com uma palavra, com um sorriso e dividi com você o que te parecia tão pesado.
Quem dera diante desse mundo tão incerto poder eu humildemente desvendar, o segredo desse ser mágico, que se descobre por acaso, um dia desses sem querer, passando pela vida, como quem não quer nada.
E aí assim, de repente, ou num rompante, se faz amigo, se faz presente, se faz pra sempre...


Alexandra Alves de Oliveira