Quando...
Pela tarde caminha silenciosamente, contando os passos, lembranças vão preenchendo o vazio e o silêncio que ficou.
Tudo agora se transformou, nada será como antes, o tempo passará e a saudade será sempre mais intensa.
As cores do mundo vão preenchendo seus olhos e as lágrimas teimam em cair, como se já não tivessem jorrado, como se fosse a primeira vez.
Repete pra si mesmo, a vida continua...incansavelmente... a vida continua.
Mas não encontra um sentido para tudo isso, um balsamo que seja, nenhuma palavra é forte o bastante, porque tudo o que sabe se reduz a nada.
Procura em seu intimo, um motivo, uma razão, mas há tanta dor, tanto medo, que seu coração dilacerado grita e por seus olhos saem pedidos de socorro. Taciturnos, sombrios, como sua alma, como sua dor.
O tempo não curará sua dor. Pobre tempo, superestimado por muitos, subestimados por outros, mas cumprindo sempre seu papel.
O tempo. Aliado? Inimigo?
Ele te mostrará, que toda lágrima seca, que toda dor ameniza, que toda lembrança se transforma, mas não, ele não cura, porque saudade não tem remédio, saudade tem nome, identidade, e as vezes, muitas vezes, saudade é para sempre!
Alexandra Alves de Oliveira
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