segunda-feira, 22 de abril de 2013

Hoje

Depois de tanto tempo e de tanta luta, parece que por algum capricho do destino, meus olhos se abrem e consigo enxergar melhor o que antes parecia apenas uma neblina. Senti tantas vezes nascer em mim a dúvida, como se estivesse naqueles quadrinhos onde surge o ponto de interrogação bem ao lado da cabeça da personagem, um sentimento de temor, inadequação, as vezes até vazio, como se nada me pertencesse, como se toda a minha vida, fosse baseada em enganos. Mas não há enganos, hoje sei, mas que tudo, tenho certeza, de onde estou, de quem sou, escolhi meu caminho, sinto-me finalmente encontrada, sou mãe, sou mulher, sou amiga e sou também professora. Daquelas bem fanáticas, que dá bronca no aluno, que se precisar sobe em cima da mesa, se vira do avesso, mas ensina e ensina como quem ama, porque lecionar exige mais do que talento ou esforço, exige paixão, discernimento, audácia. E aqui estou eu, professora.

Alexandra Alves de Oliveira

Retorno

Parece que hoje depois de tanto tempo, algo novo desperta minha atenção, como se aquele olhar, o olhar de poesia, finalmente voltasse a mim, ainda que sob nuvens, meio sem saber como, eu sinto que algo a tanto perdido volta a fermentar minha alma, como um sopro de vida, de luz, de renascimento. Talvez não exista uma explicação, um motivo ou quem sabe qualquer dia desses se revele pra mim numa canção, num poema, ou simplesmente num pôr de sol. Postado por Leitura sem fronteira às 17:41 Nenhum comentário: