quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Identidade

Quando é que podemos finalmente encarar a nós mesmos, quando podemos saber que a voz que fala em nós, é a voz do nosso verdadeiro eu?
Somos ensinados a sempre seguir um padrão, a sermos teoricamente normais, mas até isso me soa questionável.
Não posso entender agora, como nunca pude entender antes, o que em nome de Deus, faz com que as pessoas queiram ser iguais.
Somos todos tão distintos, tão cheio de particularidades e tão especiais em nossas diferençãs, somos todos tão imapares e tão singulares em nossos caminhos, não vejo como em algum momento podemos ser totalmente iguais.
Mas infelizmente ainda tentam nos igualar, não como seres humanos, mas como individuos, nos colocam uniformes, nos ditam regras de moda, de etiqueta, de comportamento e de como pensar o seu próprio eu.
Fazem-nos acreditar que não somos suficientemente normais ou estamos fora da moda, que não somos bons o bastante ou bonitos o bastante.
Querem nos ensinar a sermos nó mesmos do jeito que eles nos dissrem pra ser.
Mas algo dentro de mim tem gritado incansalvemente, que não preciso que digam como devo ser, porque já sou alguém, suficientemente bom pra mim mesmo.
Acredito num mundo melhor, se ele for criado por pessoas criativas, livres de padrões e pré- conceitos, donas de suas próprias opniões e livres para escolherem suas próprias diferenças.
Não posso conceber como felcidade ou profissionalismo, o trabalho que aprisiona e te cobre com uma máscara em nome de uma padronização que sufoca a criatividade e o individualismo.
Somos humanos e somente isso nos iguala, porque temos cores diferentes, narizes dfierentes, almas distintas e sonhos diversos, somos todos e cada um feitos a imagem e semelhança de Deus, porém somos mais que isso, somos únicos e incompletos e o que falta em mim talvez haja em você.
E essa é toda beleza que procuro , a beleza da diferença e completude entre aqueles que escolhem estar juntos, não por serem iguais, mas por se completarem.
Esse é o verdadeiro trabalho em equipe, não importa se em uma empresa ou na sua vida pessoal, a valorização das diferenças é o primeiro passo para o entendimento e construção de um relacionamento, profissional ou não.
Alguns mais ingênuos dirão que isso se chama socialização, mas replico que isso se chama manipulação.
Deixe o ser humano ser quem ele quizer e então ele te mostrará quem é de verdade, o que preciamos ensinar são valores, princípios e modos de amar e perdoar, não como devemos nos vestir e pensar o mundo.
Não estão nos socializando, mas nos tornando protótipos de uma irrealidade que nos mantém a sombra do nosso eu, temerosos por julgamentos alheios, escondidos na penumbra de uma falsa ideologia que nos obriga ao silêncio.
Um silêncio opressor, que nos faz acreditar que ser igual é bom, quando ser diferente é natural, quando ser diferente é a verdade, quando ser diferente não é uma obrigação, é apenas o único modo de encontrarmos a nós mesmos.

Alexandra Alves de Oliveira

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