sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Lembranças

Sexta-feira, olho pela janela a chuva que se aproxima e o tempo nublado me emociona, na escura lua do medo, vejo seu rosto refletido como uma sombra, a me lembrar de você.
Não quero pensar, lembranças nem sempre são felizes, as vezes são só lembranças.
Mas posso recordar seu riso fácil, sua voz doce e então me perguntar,onde você está, em que tempo se perdeu?
Olho pra dentro de mim e me escureço em lembrar, ah como lembrar dói.
Foram sonhos tão felizes, incontáveis vezes me fez rir, incontáveis vezes te amei como a primeira vez. E todas as vezes te redescobri, como num sonho, tão doce e tão distante.
Você se foi e tudo que restou foi a saudade, de tempos tão felizes, de vozes e de risos, onde você está agora?
Meus olhos já não te alcançam e não ouço mais sua voz, tudo ficou tão vazio e tudo está tão triste agora.
Acho que desaprendi a sorrir, penso que meu sorriso se apagou junto com seu olhar, naquela manhã chuvosa e tão calma.
Tão serenamente você partiu. Você se foi, assim de repente, do mesmo modo como veio. Tranquilo e sem motivos.
Em um dia estava ali, e o mundo fazia sentido, em outro, tudo se foi e eu não sei mais como prosseguir.
Onde será que você está agora?
Procuro na escuridão do nosso quarto e só encontro o vazio, a me dizer tantas e tantas vezes que você se foi.
Mas onde será que você está gora?

Alexandra Alves de Oliveira

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